São Paulo, SP – The Cat with the Beautiful Eyes

Não gosto muito de Gatos, mas este eu gostei muito. Parado na grama, vendo o movimento passar, com seu olhos verdes reluzentes com jeito que brilha até no escuro. Ele era diferente de todos os outros, as crianças gostava de brincar com ele, mas os outros gatos diziam para manter distância dele, mas as crianças sempre iam. No fim, bom, aconteceu o que sempre acontece!

O nome desta fotografia, foi em homenagem ao velho taradão Bukowski, ele tem um poema com um nome parecido: The Man with the Beautiful Eyes. Trágico, mas algo muito real. Em sua essência muito belo. Eu traduzi esse poema dele, mas modifiquei para prosa. Irei fazer algo que nunca fiz aqui, postarei esse conto.

O Homem de Olhos Bonitos

Quando eramos criança havia uma estranha casa, Todas as venezianas ficavam sempre fechadas e nunca ouviamos nenhuma voz lá e o quinta era cheio de bambus e gostavamos de brinca nos bambus fingíamos ser Tarzan (embora não houvesse Jane) e havia um lago, um dos grandes cheio de peixinhos gordinhos, você já viu, e eles eram mansos. Eles vinham para a superfície da água e pegavam os pedaços de pão das nossas mãos.

Nossos pais diziam: “nunca vá próximo daquela casa”  então, com certeza, nós iamos. Nós perguntávamos se alguém morava lá. Semanas passaram e não vimos ninguém. Então um dia nós ouvimos uma voz dentro da casa “SUA PUTA MALDITA!”. Era uma voz de homem. Então a tela da porta da casa se abriu e o homem saiu. Ele estava segurando uma garrafa de whisky na sua mão direita. Tinha cerca de 30 anos. Ele tinha um cigarro na sua boca, precisava fazer a  barba. Seu cabelo era selvagem e despenteado e ele estava descalço. Usava camiseta e calça, mas seus olhos eram brilhantes, eles abriram com brilho e ele disse, “ei pequenos senhores, se divertindo bastante, eu espero?”. Então ele deu uma pequena risada e caminhou de volta para a casa.

Nós saimos, voltamos para o quintal de casa e pensamos sobre isso. Nossos pais, decidiram que nós ficassemos longe de lá, porque eles nunca quiseram que nós vissemos um homem como aquele, um homem naturalmente forte com olhos bonitos. Nossos pais estavam envergonhados por não serem como aquele homem, era por isso que eles queriam que ficássemos longe dele. Mas nós voltamos naquela casa e o bambu e os peixinhos manso. Nós voltamos diversas vezes por muitas semanas, mas nunca vimos ou ouvimos o homem denovo. As venezianas estavam fechadas como sempre e estava quieto.

Então um dia enquanto voltávamos da escola, nós vimos a casa. Tinha se reduzido a cinzas, não tinha sobrado nada, somente uma fundação negra retorcida e fumegante e nós fomos para o lago e não havia água lá dentro e o peixinhos gordos e laranjas estavam mortos lá, secando.

Nós voltamos para o quintal da minha casa e conversamos sobre isso e decidimos que nossos pais queimaram aquela casa abaixo, mataram o homem, mataram aquele peixinho, porque era todo bonitos, até a floresta de bambu tinham queimado.

Eles tinha medo do homem com olhos bonitos. E nós ficamos com medo de que nossas por toda nossas vidas coisas como esta poderiam acontecer, que ninguém queria que alguém fosse forte e bonito, que outras nunca permitiriam, e que muitas pessoas teriam que morrer.


Traduzi com a ajuda de dois amigos, gostei muito do resultado, foi difícil fazer está tradução, adaptar para prosa mantendo o sentido.

  • Câmera: Nikon P100
  • Configuração: Manual
  • ISO: 160
  • Exposição: 1/100
  • Abertura: F/3,5
  • Pós-Produção: Photoshop CS4, Color Efex Pro, Viveza

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